terça-feira, 22 de julho de 2008

Lisboa


Águas que se juntam com o oceano,
Aconchegadas pelo fim de Lisboa
Foz que deu inicio à exploração do mundo.
Lisboa, simples
Tão bela e tão sem sabor
Irreverente e inconformada
Tu que foste o berço do novo mundo, das descobertas
Tu que abraçaste o desalento das famílias abandonadas
Foste deixada à deriva pelo oceano
Esquecida pela historia sem fim.
Queimada pela própria terra e reconstruída com o suor dos que te amavam


Hoje estás caída e só resta a saudade...

domingo, 6 de julho de 2008

Coming back to life

MEDO

Quero passar a ponte sem olhar para trás,
Sentir os teus passos para onde quer quer eu vá
Olhar-te nos olhos e saber que aqui estás

Naquele dia, naquela hora
Saber que te ia perder, saber que me ias deixar,
Medo de não ter dito tudo,
De não termos tido o tempo todo

Sentir que a vida é longa,
Mas o tempo é curto.
Sentir que tudo o que dissemos foi em vão.
Que o tempo nunca é suficiente para evitar a nossa mágoa.

Agora tudo é diferente, tudo mudou,
Tu ficaste e eu pude passar a ponte,
Porque sinto que me olhas de longe
Sem nunca me perder de vista,
Porque sei que não vais deixar que eu desista.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Goodbye Blue Sky

SONHO

Sonho de criança que acaba com um grito
De longe, bem longe
Na terra longínqua que não se alcança
Não se avista no horizonte
Tristeza do vazio deixado pelo vento
Que levou a nuvem da imaginação
Lágrima que escorre pelo rosto da destruição
Levou a vida, deixou a morte
Levou a alegria, deixou melancolia
De uma vida, uma imagem
De tudo o que era e deixou de ser
O retrato do mundo
Tal como o fizemos e moldamos
Rasgou-se e partiu com o vento
Restaram sonhos
Restos de pessoas e conhecidos
Ficaram intenções sem compromissos
Ficou o tudo do nada que queria ser e não foi
Ficou o grito que destruiu o sonho de alguém
Ficou a lágrima do pesar da morte do mundo

sábado, 14 de junho de 2008

Melancolia

Sensação de infelicidade.
Dou por mim a desenhar o abstracto que não se tem.
Quem me dera...
Sinto-me mal, mas não sei porquê
Quero chorar, mas as lágrimas não saem,
Quero desabafar, mas sobre o quê?
Resta-me escrever...
Talvez alguém um dia leia isto...
Ouça isto... Mas isto o quê?
Não estou a escrever sobre nada...
Quero chorar... Não consigo...

terça-feira, 3 de junho de 2008

You know I had my share

Poema escrito por Paula Rodrigues

Quando tu morreres

Quando tu morreres
Não me peças para não chorar,
Não me peças para apenas me relembrar,
De tudo o que foste,
Do quanto foste importante para mim

Não me peças para não chorar,
Pois recordar-me-ei de ti
E não te poderei abraçar,
Nem te resgatar desse lugar sem retorno.

Quando tu morreres, peço desculpa,
Mas chorarei, e cada lágrima representará a saudade
Que correrá dentro de mim.
Não chorarei por estares de partida,
Chorarei por teres de seguir a morte e não a vida,
Chorarei porque já fazes parte do meu coração,
E não queria ficar na solidão,
Não queria ficar sem ti.


Depois de um passeio por Belém...

Poeta pescador

Poeta sentado que olha o rio
De noite
Sobre a luz das estrelas que ardem
Rodeado pela neblina da superfície da água
Cheiro que emana do sal e do esgoto
Do peixe e do pescador.

Poeta,
Pescador de ideias,
Sentado ao relento
Esperando pelo seu peixe
Para depois o lançar de novo ao rio
Das emoções,
Dos sentimentos,
Da escrita,
Da poesia sem fim que não rima
Mas sente e faz sentir eternamente.

sábado, 24 de maio de 2008

Good times, Bad times

Quando morrer

Quando morrer
Não quero que chores
Não quero que vertas uma só lágrima por mim
Quero que pegues na mais intima nota
E a faças soar eternamente dentro de ti
...Dentro dos outros
Quero que a passes para os outros,
Para além de todo o universo


Quando morrer
Não quero ver a tristeza dos teus olhos
O luto do teu coração
Quero o improviso mais sentido e inimaginável
Aconchegado pela suavidade das teclas


Quando eu morrer
Tu ficas
E fica parte de mim:
O corpo,
As memorias,
Os ódios,
As alegrias,
Os nossos amigos... tu!

 

O Caixotinho da Lina © 2008. Chaotic Soul :: Converted by Randomness